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Quem J Nasce Feito No Santo?

Como se chama quem já nasce feito no santo?

Um abiaxé é aquele que recebeu ainda na barriga da mãe os sacrifícios de uma iniciação ou obrigação. Por conta disso, o abiaxé não precisa se iniciar no candomblé; ele já nasce feito.

Quem já nasce feito no candomblé?

Caso, a pessoa é identificada como um abiaxé, aquele que já nasceu feito.

O que é nascer feito no santo?

Feitura de santo, no Candomblé e na Umbanda significa a iniciação de alguém no culto aos orixás.

Como saber se sou Abiku?

Abikú: vida e morte

  • Mãe Jussara
  • O homem sempre foi tão curioso sobre o desconhecido, quanto à sua origem; tão voltado para seu espírito, quanto para sua alimentação, posto que se praticam tantas religiões diferentes com a mesma finalidade e tão preocupado com a preservação de sua espécie, quanto a continuidade da própria vida na terra.
  • Vive imaginando coisas, criando engenhocas, motores e utensílios para tornar mais fácil sua maneira de viver, e armas tão destrutivas quanto a sua capacidade de pensar no mau, sem no entanto, poder criar e harmonizar as mais diversas espécies da vida que divide com os outros animais na terra.
  • ABI = significa VIDAIKÚ = significa MORTE

ABIKÚ = são os espíritos que preferem estar no “ORUN” do que fazer parte do corpo material de alguém e habitar na terra. Assim, são espíritos que para ficarem entre nós, como anjos-de-guarda de um de nós, precisam estar cercados de condições especiais.

  1. 1 – Se uma mulher grávida for iniciada em nossa religião, dizemos que aquela criança é ABIKÚ, porque recebeu no ventre de sua mãe todo o axé da obrigação dela, ou energia da iniciação.
  2. 2 – Quando uma mulher morre durante o parto, a criança ficando viva é ABIKÚ porque ficou com a vida de sua própria mãe.

3 – Uma mulher que engravida por mais de uma vez e perde o filho por aborto espontâneo, ela é ABIKÚ, porque seu espírito não deseja que ela reproduza. E, neste caso, só obrigação resolve.

  • 4 – Quando a criança nasce “emplumada ou laçada” pelo cordão umbilical, deve ser ABIKÚ, porque ela ficou entre viver e morrer.
  • 5 – Se uma mulher engravida, perde o filho e torna a engravidar em seguida,áo segundo filho que nasce é ABIKÚ porque herdou a vida do outro que morreu.
  • 6 – Quando a gravidez é de gêmeos e só um sobrevive no parto, este é ABIKU, pois carregará a vida do que morreu.

No entanto, existe ABIKÚ que são Orixás: A idade e a formação de alguns espíritos que cultuamos foge ao conhecimento específico de como fazer o seu ritual. Assim, fazemos EBÓ ABIKÚ, para conseguirmos encontrar o seu preparo, se este pode ser raspado ou não e como assentá-lo.

  1. Existem ABIKÚ ligados à vida humana, espíritos ELEDÁ.
  2. Se alguém tem este tipo de ABIKÚ, tanto faz, homem ou mulher, morre antes do filho nascer, porque a criança nascerá com o mesmo espírito do pai ou mãe.
  3. Como se vê, o ritual e o preparo de ABIKÚ, é muito complexo e depende da habilidade e do conhecimento sacerdotal no trato deles.

E, se você vive ou sabe de algum fato semelhante à um dos aqui mencionados, mande imediatamente que esta pessoa procure uma consulta ao oráculo sagrado dos orixás, para que seja determinado se essa pessoa é ABIKÚ e o que fazer para ajudá-la aácumprir sua vida na terra.

  • RESPOSTAS AOS LEITORES LURDES – Aldeota – Fortaleza – CEMãe Jussara, há algum tempo mandei fazer um trabalho para meu amor voltar e também para arranjar um emprego, mas até agora nada aconteceu, será que ainda.
  • Através do jogo de búzios posso afirmar que tanto seu amor como seu emprego está muito difícil de ser resolvido, pelo menos por enquanto.

Acredito que onde pediu esta ajuda a pessoa não “alcance” o tipo de problema que tem. Está com odus negativos no caminho de vida, precisa procurar um candomblé para que possa mudar as energias que estão regendo atualmente. Daí sim você vai conseguir ver resultados de suas lutas pela vida.

Boa Sorte!! RITA – Espanha Mãe Jussara, estou no exterior há 5 anos, vim para terminar meus estudos e trabalhar. Tudo isto eu estou conseguindo realizar, aos poucos, mas estou bem. Minha vida amorosa é que não entendo, minha vida social é intensa, tenho muitas amizades mas não consigo nenhum namorado, nenhum relacionamento.

Será que. Através dos búzios posso afirmar que você não tem problema algum espiritual. O que atrapalha um pouco é sua seriedade, isto afasta um pouco os rapazes, mas mesmo assim, pode ter certeza que vai namorar pouco e se casar logo. Isto tudo está para acontecer a partir do próximo ano.

DENISE – Cabo Frio – RJMãe Jussara, sou proprietária de uma loja e tenho algumas funcionárias. De uns tempos para cá estou desconfiada que está havendo desvio de mercadoria e até mesmo de dinheiro. Será que. Você esqueceu de dizer que tem sociedade com uma pessoa da família e que não está presente ao período integral no seu comércio.

É melhor prestar atenção neste ponto e esquecer que possa ser alguma funcionária. Procure, observe e cuide melhor do que é seu. A decepção vai ser maior que pensa, mas é melhor agora do que uma futura falência. Boa Sorte!! ELIESER – Praia do Futuro – Fortaleza – CEDe uns tempos para cá, sinto que algo está errado, meu comércio está péssimo, meu relacionamento dentro de casa também, sinto-me adoentado e outras coisas ruins.

  • Será que estou com algum problema espiritual?, será que.
  • Conforme o jogo de búzios, você está com “egum”, mas isto vem de família, quer dizer: alguém faleceu e não conseguiu separar-se da vida material, como você tem a áurea aberta, este egum está muito próximo.
  • Quando isto acontece, a pessoa (no caso você) começa a passar por vários problemas, alem dos que me relatou, também problemas para dormir, angústia, depressão e mais alguma coisa.

Precisa procurar uma pessoa de sua confiança que saiba lidar com a situação, pois caso contrário, a tendência é piorar. De imediato, pode fazer o seguinte: Vá em uma igreja a qual nem você e nem ninguém de sua família freqüente. Mande rezar 7 missas para a pessoa que faleceu e não vá a nenhuma.

Quantos orixás uma pessoa pode ter?

Os orixás – Brasil Escola A chegada dos escravos africanos ao Brasil foi responsável pela consolidação de uma nova experiência religiosa em nosso território. Contudo, ao contrário do que muitos chegam a imaginar, não podemos supor que esse movimento simplesmente instalou a mesma lógica e as mesmas divindades cultuadas no território africano.

  • Ao mesmo tempo em que alguns deuses ficaram para trás, outros foram criados para compor uma experiência singular.
  • Desse vasto panteão de divindades, os orixás se tornaram os mais conhecidos entre os praticantes e não praticantes das religiões de origem e influência africana.
  • Segundo os ensinamentos do candomblé, todas as pessoas são filhas de orixás.

Para que seja possível determinar a quais orixás um indivíduo pertence, ele precisa recorrer aos saberes oferecidos pelo jogo de búzios. O jogo de búzios consiste basicamente no lançamento de dezesseis conchas, também conhecidas como cauris, em uma peneira.

O pai de santo é o único capaz de realizar o lançamento das conchas e realizar a correta leitura da posição de cada búzio. Além do jogo, os praticantes do candomblé também associam a pessoa ao seu orixá através das características físicas e psicológicas do praticante. Segundo a crença, cada pessoa recebe a influência de dois orixás principais.

O primeiro é conhecido como o “orixá da frente” e o segundo como o “orixá de trás”, “segundo santo” ou “jutó”. Esse casal de divindades promove a proteção de seu seguidor e são reverenciados pelo pai de santo quando este toca a testa, para o orixá da frente, e a nuca para o orixá de trás.

  • Além dessas duas divindades, uma pessoa pode incorporar a proteção de outros deuses, completando o número máximo de sete orixás.
  • Não pare agora.
  • Tem mais depois da publicidade 😉 No conjunto das religiões afro-brasileiras, os orixás podem assumir diferentes nomenclaturas segundo a crença que o adota.
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Na umbanda, os orixás não são diretamente incorporados pelas pessoas com aptidões mediúnicas. Geralmente, o orixá envia um representante, o falangeiro, que tem a função de repassar as ordens e orientações do orixá que o domina. Entre os mais conhecidos orixás podemos destacar as figuras de Exu, orixá mensageiro sem o qual nenhuma transformação acontece; Ogum, divindade que está correntemente associada às guerras e à agricultura; Oxossi, reconhecido como irmão de Ogum e associado à caça e proteção.

Porque ekedi não incorpora?

O que é uma ekedi no candomblé, cargo que cantora Anitta possui Anitta gravou stories em que revelou ter recebido comentários preconceituosos devido a sua religião Foto: YouTube / Reprodução A cantora publicou na terça-feira, 10, em que negou os rumores de que teria “raspado o cabelo” devido a sua religião, o, Durante a gravação, a artista disse que era uma ekedi, e sugeriu que os seguidores pesquisassem sobre o termo e entendessem o que ele representa.

Mas afinal, o que é uma ekedi? Gracila Medeiros, ekedi em um terreiro de candomblé, explica que, dentro da religião, a palavra representa um cargo feminino, tido por mulheres que “não incorporam”, ou “entram em transe”, ou seja, não recebem um orixá, termo que abrange as divindades que compõem a religião.

A palavra ekedi também pode ser encontrada escrita como equedi ou ekedji. “Quando se torna ekedi é porque algum orixá escolheu a gente para esse cargo”, explica ela. Essa escolha é chamado de “ato de suspender”, ou seja, a ekedi é suspensa por um determinado orixá.

  1. Para Gracila, as funções de uma ekedi podem ser resumidas por um verbo: cuidar, e uma ekedi ocupa um posto elevado na hierarquia da religião.
  2. Se algum orixá a escolheu, parte do pressuposto que ela cuidará desse orixá, será os olhos dele enquanto ele está em terra, e também cuida de todos os orixás que estão em terra”, explica ela.

Além disso, a ekedi também cuida da própria casa, da preparação dos ritos e de alimentos e do bem-estar das pessoas que frequentam o local. “É mãe, literalmente”, explica Gracila. Ekedi há dois anos, a socióloga conta que chegou a ter o cabelo raspado como parte do rito de iniciação, que termina quando “o orixá que escolhe traz você para o salão do terreiro e dá seu nome”.

Entretanto, a raspagem do cabelo não é uma regra em todos os terreiros. “Não existe certo ou errado, existem modos diferentes de ver ou fazer a mesma coisa e de cultuar essas divindades”, explica Gracila. Ela observa que “as pessoas querem olhar para o candomblé como para outras religiões, que têm um livro guia”, mas o candomblé é baseado em tradição oral, o que leva a essas variações.

Continua após a publicidade Gracila lembra que os orixás presentes no candomblé são “herdados da cultura africana. Quando os africanos foram arrancados,, trouxeram sua religiosidade e suas divindades. O candomblé se reorganiza de maneiras diferentes”.

É obrigatório raspar a cabeça no candomblé?

A raspagem é um momento de purificação e faz a pessoa renascer. Além de grande valor simbólico, o ato faz com que as obrigações de ordem espiritual sejam realizadas diretamente sobre o orí, facilitando a interligação dos elementos do homem com o orixá.

Quanto custa para fazer o santo no candomblé?

Orixás, o custo fica maior, cujo mínimo seria de R$ 5.000,00 a R$ 8.000,00.

Qual o cargo mais alto no candomblé?

Ialorixá / Babalorixá : Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira. Iaquequerê (mulher): mãe-pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.

Qual a função de um filho de santo?

Filho de santo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Esta página, mas que todo o conteúdo, Ajude a, Conteúdo não pode ser,— Encontre fontes: • • ( • • ) ( Fevereiro de 2019 )

Filho ou filha de santo é toda pessoa que, efetivamente, tem um compromisso com o, ou e com a religião do, ou demais religiões afro, podendo chegar à, No, é através de uma consulta ao que a pessoa fica sabendo se precisa fazer algum ritual.

Qual a função do filho de santo?

Filhos de Santo Cada Filho de Santo tem uma função energética e organizacional na casa e todos são igualmente importantes para o correto funcionamento dos trabalhos. É muito importante entender que os guias espirituais trabalham não apenas na forma de incorporação e que todos os médiuns presentes são responsáveis pela sustentação energética e funcional do trabalho.

Dessa forma, gostamos de dividir as tarefas energéticas da seguinte forma: médiuns de consulta e médiuns de sustentação. Os Santos são os Orixás, chamados assim devido ao sincretismo religioso com os santos católicos, uma tradição do Candomblé, do Culto de Nações e dos primórdios da Umbanda. Para os umbandistas os Orixás (ou Santos) são chamados de Pais e Mães, e todos nós somos seus Filhos e Filhas.

Sendo assim, a mesma ‘hierarquia’ foi empregada na elaboração estrutural de um terreiro de Umbanda: os dirigentes da casa são os Pais e Mães de Santo, e eles têm seus Filhos de Santo, mas acima de tudo, são todos Filhos dos Orixás. Ser Filho significa que fomos gerados a partir deles, que suas energias são partes de Olorum e são as mesmas que formam nossos espíritos, consciências, corpos carnais e espirituais.

  1. A relação ideal entre Pais e Filhos é a mais próxima que se pode ter e o respeito mútuo é quase incondicional.
  2. Olorum e os Orixás nos têm o maior respeito possível e devemos buscar ter o mesmo por eles e por nossos Irmãos de Santo.
  3. Vós sois todos iguais aos olhos de Deus, porém se não podes ver outros como irmãos, como um dia os busca ver como iguais?” (Antônio das Almas) Vamos apresentar algumas nomenclaturas usadas para a divisão de responsabilidades do terreiro.

Recomendamos a visita ao menu Umbanda para um melhor entendimento desses pontos. Abaixo uma breve explicação:

Pais de santo: São os responsáveis pela organização, sustentação e orientações dos filhos de santos. Pais e mães pequenos: Tem a função de auxiliar nas tarefas dos pais e mães de santo, assim como tocar os trabalhos caso eles não estejam presentes. Ogãs São os responsáveis pela curimba (atabaques ou tambores, caxixi, canto e demais instrumentos utilizados para gerar música e, consequentemente, vibração para os trabalhos). Médiuns de consulta: Médiuns que realizam os atendimentos ao público incorporando seus Guias de Lei. Médiuns de descarrego: Médiuns que realizam descarregos incorporando seus Guias da Esquerda. Geralmente essa é uma etapa preparatória e não obrigatória para ser um médium de consulta. Cambones: Médiuns responsáveis por auxiliarem os guias que estão em terra realizando as consultas. Esse é um trabalho muito importante, pois a concentração dos médiuns incorporados depende da organização e sincronismo dos médiuns auxiliares.

Para conhecerem como funciona e para que serve o desenvolvimento mediúnico, principal atividade desempenhada por todos os médiuns, acesse o menu, : Filhos de Santo

É possível incorporar um orixá?

‘ Na Umbanda, um médium pode incorporar um ‘santo’, ou orixá, que é uma divindade africana, ou uma ‘entidade’, que é um ente que já viveu em nosso plano’, descreve.

O que é preciso para ser filho de santo?

April 2022. Pontuação: 4.7/5 ( 62 avaliações ) Filho de santo é toda pessoa que, efetivamente, tem um compromisso com o orixá, vodum ou inquice e com a religião do candomblé, ou demais religiões afro, podendo chegar à feitura de santo. Santo é sinónimo de bem-aventurado, ditoso, feliz.

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Como saber se você tem Orixás?

Como saber seus Orixás No Candomblé, um recurso comum é jogar os búzios para identificar o Orixá. A validade do jogo de búzios em um terreiro de Candomblé é proporcional ao quanto você deposita de confiança naquele sacerdote.

O que é Abiku na macumba?

Se uma mulher, em país iorubá, dá a luz uma série de criancas nati- mortas ou mortas em baixa idade, a tradicão reza que não se trata da vin- da ao mundo de várias criancas diferentes, mas de diversas aparicões do mesmo ser maléfico chamado abíkú ( nascer-morrer ) que se julga vir ao mundo por um breve momento para

Como afastar Abiku?

Em país iorubá, os pais, para proteger seus filhos àbíkú e tenta; re- tê-los no mundo, podem se dedicar a certas práticas, tais como fazer inci- sões (cortes) nas juntas da criança (VI 111 4) e aí esfregar um pó preto, fei- to de folhas litúrgicas, queimadas para esse fim, ou ainda ligar à cintura da criança um 6ndè (

O que é uma criança Abiku?

Fazendo Gênero 12 – “Crianças nascidas para morrer” em Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves e Amada, de Toni Morrison Danielle de Luna e Silva (UFPB – Universidade Federal da Paraíba) Resumo/Resumen: Este trabalho aborda as figuras liminares dos abikus e ogbanjes em Um defeito de cor (2006), de Ana Maria Gonçalves e Amada (1987), de Toni Morrison, e aponta a relação destes seres cindidos com as desconexões e deslocamentos advindos da diáspora Amefricana.

  1. O binômio abiku/ogbanje costuma designar, na cultura Iorubá e Igbo, respectivamente, crianças e jovens com vínculos tão fortes com o mundo espiritual que costumam morrer de forma prematura.
  2. Enquanto o vocábulo Igbo, ogbanje, parece estar voltado para a repetição da jornada de morte e de renascimento, com sucessivas e constantes chegadas e partidas do plano terreno para o espiritual; a expressão Iorubá, abiku, enfatizaria a mortalidade e o caráter transitório da convivência entre pais e filhos, crianças que poderiam, a qualquer momento, voltar para o plano espiritual (OKONKWO, 2008).

Defenderemos que os abikus e os ogbanjes, simultaneamente elementos de fratura e de reconexão entre África e o “Novo Mundo”, além de evidenciar os traumas da escravidão, podem ser lidos como um retrato da vulnerabilidade das famílias negras no Brasil e nos Estados Unidos.

Ancoradas nas premissas sobre maternidade e maternagem negra de Patricia Hill-Collins (2000) e Andrea O’Reilly (2004, 2007, 2010), interessa-nos discutir de que forma esta presença africana nos dois romances comunica e encena algumas das especificidades da maternagem negra no Brasil e nos Estados Unidos.

: Fazendo Gênero 12 – “Crianças nascidas para morrer” em Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves e Amada, de Toni Morrison

Qual é o orixá mais forte?

Nas religiões de matriz africana, como o candomblé, Xangô é considerado o orixá da justiça, dos raios, do trovão e do fogo.

O que é um filho de santo não pode fazer?

As Quizilas de Santo Quizilas – Preceitos Rituais e Alimentos No que diz respeito à relação entre tabus alimentares dos orixás e proibições impostas a seus filhos a partir dos mitos africanos, é compreensível que, devido à proibição de “comer do mesmo material de que a cabeça é feita”, não se deva usar alimento algum que constitui oferenda votiva do orixá dono da cabeça.

O que mais chama a atenção é a universal proibição do sangue. O sangue, escreve Lépine (1982, p.33), “é um poderoso veículo do axé, que deverá restituir aos orixás a força que despendem neste mundo e à qual devemos a existência”. Na matança, sangra-se o animal até a última gota. É através do sangue que, na cerimônia de assentamento, se estabelece a ligação entre a cabeça do iniciado, partes do seu corpo, e a pedra na qual o orixá se faz presente.

do mesmo modo que a água, fonte e origem da vida, é repetidamente vertida em todas as cerimônias propiciatórias e iniciáticas, por representar a fluida substancia de toda criação, o derramamento do sangue dos animais de dois ou quatro pés expressa a própria essência do sacrifício, pois junto com o sangue corre a vida.

A água é origem, o sangue, circulação. As trocas reparadoras de axé incluem forçosamente, portanto, a realização do sacrifício. Nessa perspectiva, fica obvia a necessidade de proibir-se a ingestão de sangue (sob qualquer forma que seja, e nisso podemos incluir os miúdos, a fressura, sangue “compactado” por assim dizer) aos filhos de tudo quanto é orixá.

É substancia por demais poderosa para ser ingerida em situações profanas. Filho de santo jamais pode comer o que o santo dele come? Ou pode? Em que circunstâncias? Tudo o que o orixá come faz bem ao filho, tanto que quando ele oferece a comida tem que comer junto, para que ele não se ofenda.

  • Mas às vezes, fora do ilê orixá, é tabu”.
  • Ou seja, o filho deve e não deve comer.
  • Nessa informação, fica claro que a interdição está ligada à situação, ou melhor, dizendo, parece que o próprio da proibição é delimitar dois espaços, rigorosamente separados, que o momento do ritual permite juntar, e até mesmo, tornar permeáveis.

É pela mediação do ritual, repetido inúmeras vezes no decorrer do tempo, que se abre o espaço sagrado. Na vida cotidiana do filho de santo, é proibido desfrutar as mesmas comidas que alimentam o orixá. Se desobedecer, “faz mal”. Na casa do orixá, a ingestão de comidas votivas é não apenas permitida, mas sim obrigatória.

É imprescindível participar do banquete sagrado. Se, naquele momento, o filho não comer do mesmo material de que sua cabeça é feita, o orixá oferecer-se-á. Ou, como já ouvi dizer, na hora da oferenda, “a gente precisa comer, que é para ele ver que não tem veneno”. Esse comentário aparentemente jocoso é bastante elucidativo.

Não é somente o ilê orixá, espaço sagrado e, portanto preservado, que garante a não nocividade da comida de santo para o iniciado, é também o adepto que, por sua vez, se torna fiador, junto ao orixá, da excelência da comida que lhe é oferecida. Comer alimentos sagrados como bem sabiam os sacerdotes hebreus, é assegurar a sacralização do próprio corpo.

No ilê orixá, o iniciado participa do banquete dos deuses, nutre-se do mesmo material de que é feita a sua cabeça, reforça a sua identidade como parente de determinada divindade. Fora do espaço sagrado, lhe é proibido ingerir essas mesmas substâncias. Mas o seu corpo também é um espaço, que pelo cumprimento dos preceitos é constantemente mantido em condições de se tornar receptáculo da divindade.

Por isso tem de abster-se de ingerir comidas rejeitadas pelo seu orixá, e até mesmo aproximar-se delas. Quebrar quizila, nessa perspectiva, é praticamente uma autodestruição. Faz mal. A pessoa adoece. Mas, ao mesmo tempo, pode-se aplicar à construção do corpo a mesma visão dialética que se foi afirmado com tanta nitidez em relação à construção do mundo.

Aqui também a transgressão destrói e reforça limites, de modo realmente tangível, porque passam pelo corpo, e simbólico também, pois redundam na afirmação de identidade mítica. O QUE SÃO “QUIZILAS” DOS ORIXÁS? Kizila ou Èèwò Tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de kizila ou èèwò, ou seja, são as energias contrárias a energia positiva do orixá.

Estas energias negativas podem estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza. Como algumas kizilas ou èèwò dos orixás, tem-se: *Exu – água e mel em excesso *Ogun – quiabo *Oxossy – mel de abelha *Yansã – abóbora *Oxalá – dendê, vinho da palma A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar ou gerando algum transtorno na vida pessoal.

Acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás têm suas quizilas e seus filhos devem respeitá-las. A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma alergia natural, a qual se manifestará imediatamente. No entanto, a mais perigosa é aquela reação alérgica que não é imediata. Os iniciados sabem o que devem respeitar, embora existam casos de desconhecimento decorrente de uma iniciação mal feita.

As proibições mais comuns são determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores, etc. Todo iniciado (feito no santo) convive com as quizilas (èèwó), que são certas proibições determinadas pelo orixá, “dono da cabeça” do filho ou filha de santo. Exemplo: Quizilas de Iansã – Abóbora Na verdade o que Iansã tem pela abóbora não é bem quizila, a quizila é para os filhos desta.

  1. Iansã tem pela abóbora GRATIDÃO.
  2. Conforme uma determinada lenda, normalmente contada nos candomblés, Iansã quase foi morta por um carneiro que a traiu chamando inimigos de Oya para que a matassem, e para fugir destes Iansã precisou se esconder no meio de uma plantação de abóboras por toda uma noite disfarçada como tal, e por gratidão de ter escapado da morte jurou nunca mais comer abóbora, carneiro, lagartixa.
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MAIS QUIZILAS: É tudo aquilo que o nosso anjo da guarda rejeita, por qualquer motivo peculiar, que por vezes desconhecemos. Existem as quizilas da própria Nação de Keto e as de cada Orixá. As principais delas são: – Não passar atrás de corda de animal – Não deixar passar com fogo nas nossas costas – Não pagar nem receber dinheiro em jejum – Não passar embaixo de escadas – Não comer abóbora – Não comer peixe de pele (só comer peixe de escamas) – Não comer caranguejos – Não comer siri – Não comer muçum ou arrai (quizila de Oxum) – Não comer cajá – Não comer carambola (pertence à Egun) – Não comer fruta-do-conde ou sapoti – Evitar abacaxi (quizila de Omolu) – Evitar comer carne de porco (quizila de Omulu) – Evitar manga-espada (quizila de Ogum) – Evitar manga-rosa (quizila de Yansã) – Evitar tangerina (quizila de Oxóssi) – Não comer caça (quizila de Oxóssi) – Não comer carne nas segundas e sexta-feira – Usar roupa branca nas segundas e sextas-feiras – Evitar carne de pato (quizila de Yemanjá) – Evitar carne de ganso (quizila de Oxumarê) – Não comer carne de pombo ou galinha D’angola – Não ter em casa penas de pavão (tiram a sorte) – Não varrer casa à noite – Evitar coco (quizila de Oxóssi) – Evitar melancia (quizila de Oxum) – Evitar fubá de milho (quizila de Oxóssi) – Não pregar botão em roupa no corpo – Não usar roupas pretas ou vermelhas – Evitar cemitérios – Não comer a comida queimada do fundo das panelas – Evitar aipim ou mandioca (pertencente à Egun) – Não comer bertalha – Não comer taioba (quizila de Nanã Buruquê) – Não comer pepino – Não comer pepino – Não comer das folhas do jambo – Não comer jaca – Evitar ovos (quizila de Oxum) – Não comer as pontas: cabeças, pés e asas de aves – Não jurar pelo santo, nem pedir mal aos outros – Nunca se fala cuscuzeiro nem cuscuz, para não revoltar Obaluayiê e Omulu fala-se agerê e bolo branco.

Filho de Oxóssi não come milho vermelho, nem milho verde. O quadro abaixo foi montado a partir de dados recolhidos em 13 terreiros jeje-nagô, mas não pretende dar conta da totalidade das proibições possíveis. Haja vista a relativa autonomia das casas de santo, é bem provável que outra pesquisa de campo, em novos terreiros, possa permitir acrescentar outras tantas quizilas alimentares de filhos de santo.

Aqui foram apenas retiradas informações convergentes fornecidas por iniciados das diversas casas, como primeira etapa de ordenação das proibições alimentares.

Alimentos de origem animal Ketu Ijexá Jeje
Orixá Orixá Vodum
Bichos de dois pés Galinha Oxum, Euá
Galinha branca Obá
Galinha, pedaços (carcaça e pescoço) Todos os filhos de “santo homem”
Galinha d’angola Obaluaiê, Nanã Obaluaiê, Nanã Sapatá (Obaluaiê)
Galinha d’angola (cabeça) Todos Todos
Galo Logunedé
Pato Ossaim
Perdiz Gu (Ogum)
Pombo Oxalá, Oxum
Ovos Oxum, Oxumaré Oxum Oxum, Bessém (Oxumaré)
Ovos, farofa de cabeça e pés de qualquer ave Nanã, Exu Exu Legba (Exu)
Bicho de quatro pés Bode, cabrito Oxóssi, Ogum Oxóssi, Logunedé Odé (Oxóssi)
Caça em geral Oxóssi, Odé, Ossaim, Ogum, Logunedé Oxóssi, Logunedé Odé (Oxóssi)
Carneiro Xangô, Iansã Xangô Sobô (Xangô)
Porco Obaluaiê Obaluaiê Sapatá (Obaluaiê)
Cabeça e pés de qualquer bicho Exu Exu Exu
Répteis Cágado Xangô Xangô Sobô (Xangô)
Lagarto (inclusive o corte de boi com esse nome) Oxóssi
“Tudo o que rasteja” Oxumaré Oxumaré Bessém (Oxumaré)
Bichos de água Arraia Todos Todos Todos
Bagre Oxalá Oxalá Lissa (Oxalá)
Camarão vermelho Iemanjá, Oxum
Caranguejo Todos Todos Todos
Cavalinha Oxum Oxum
Lula e assemelhados Todos Todos Todos
Peixe de pele Todos Todos Todos
Peixe vermelho Iemanjá
Nanã Nanã Nanã
Sardinha Oxalá, Obaluaiê Todos
Sangue, miúdos Fígado Iansã, Ossaim
Miúdos em geral Iansã, Nanã
Rabada Xangô
Sangue Todos Todos Todos
Tutano Nanã
Outros Mel Oxóssi, Logunedé

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Alimentos de origem vegetal Ketu Ijexá Jeje Orixá Orixá Vodum Abóbora Iansã todos Todos Abacaxi Obaluaiê Obaluaiê Sapatá (Obaluaiê) Abobrinha Bessém (Oxumaré) Amendoim Oxumaré Banana-d’água Oxóssi Legba (Exu) Banana-figo Iemanjá Banana-maçã Oxóssi Banana-prata Oxóssi, Obaluaiê Batata-doce Oxumaré Bessém (Oxumaré) Berinjela Nanã Beterraba Nanã, Iansã Legba (Exu) Cachaça Exu, Oxalá Exu, Oxalá Lissa (Oxalá) Cajá-Manga Oxóssi, Ogum Todos Todos Cana Exu, Ogum Carambola Oxóssi Coco Oxóssi, Ossaim Oxóssi Dendê Oxalá Oxalá Lissa (Oxalá) Feijão fradinho Oxum, Iansã, Oxumaré Oxum,Iansã Oxum Feijão “mulata gorda” Oxóssi Feijão preto Ogum Folhas em geral (alface, salsa, etc.) Oxóssi, Ossaim Oxóssi,Ossaim Odé (Oxóssi), Agué (Ossaim) Frutas ácidas ( limão, etc.) Exu Exu Legba (Exu) Fruta-do-conde Bessém (Oxumaré) Fumo de rolo Ossaim Ossaim Grão de bico Bessém (Oxumaré) Inhame Ogum, Iemanjá Ogum Manga-espada Ogum Ogum, Logunedé Melancia Obaluaiê Milho vermelho Oxóssi, Ossaim Oxóssi Odé (Oxóssi) Milho derivados (fubá, etc.) Oxóssi Oxóssi Odé (Oxóssi) Milho, pipoca Obaluaiê, Oxumaré Obaluaiê, Nanã Bessém (Oxumaré) Mostarda, folha de Obaluaiê Oiti Oxóssi Polvilho Oxum Sapoti Exu Taioba Obá Tangerina Oxóssi Todos Tapioca Oxum Uva branca Iemanjá Uva preta Nanã

O que é ser filho de santo?

Filho de santo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Esta página, mas que todo o conteúdo, Ajude a, Conteúdo não pode ser,— Encontre fontes: • • ( • • ) ( Fevereiro de 2019 )

Filho ou filha de santo é toda pessoa que, efetivamente, tem um compromisso com o, ou e com a religião do, ou demais religiões afro, podendo chegar à, No, é através de uma consulta ao que a pessoa fica sabendo se precisa fazer algum ritual.

Como se chama a iniciação no candomblé?

Elégun : Iniciação Ao Candomblé.

Como se chama o filho de santo?

Lembrando que o Cambono, ainda não é um iniciado, ou seja, não é feito no santo, é simplesmente um ajudante. Yaô (filho ou filha de santo): Pessoa que se inicia na religião. É o verdadeiro filho ou filha de santo. É quem poderá cuidar do terreiro um dia ou fundar o seu próprio.

Como se chama o primeiro filho de santo?

Iaô : filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não.

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